Níveis adequados de cortisol no organismo são responsáveis por funções metabólicas e endócrinas importantes, tais como a modulação do sistema imune, redução da inflamação e a manutenção da glicemia através da lipólise do tecido adiposo e da quebra de proteínas do músculo.

Porém, o cortisol em quantidades elevadas em um longo período de tempo tem como causa diversos efeitos negativos. Deposição de gordura visceral, resistência à insulina, catabolismo muscular, alterações de saciedade, mudança de humor, distúrbios do sono, fadiga, diminuição da memória, imunodepressão (diminui as defesas do organismo) e doenças auto-imunes são exemplos deste desequilíbrio.

O jejum prolongado, a desnutrição, o estresse físico e mental, a privação de sono e o alto consumo de álcool e sódio são situações que influenciarão negativamente os níveis de cortisol no organismo. Mas sem desespero! É possível modular os níveis deste hormônio com uma alimentação saudável.

Frutas cítricas ricas em vitamina C, possuem ação antioxidante, combatendo os radicais livres formados em maior quantidade quando este hormônio está elevado.

Chá verde - contém teanina, um aminoácido com propriedades psicoativas, responsável por reduzir o estresse físico e mental.

Abacate e oleaginosas ricos em beta-sitoesterol, atua na modulação do cortisol, reduz a inflamação e promove a sensação de saciedade.

Triptofano precursor da serotonina (neurotransmissor essencial para o humor e bem estar). Fontes alimentares: leite e derivados, carnes magras, ovos, aveia, chocolate amargo, grãos integrais, folhas e vegetais verde-escuros, oleaginosas, leguminosas, mamão, abacate, entre outros.

Fosfatidilserina papel fundamental na formação e funcionamento adequado dos neurônios. Fontes alimentares: peixes, carne bovina, vísceras, aves e feijão branco.

Procure um nutricionista para avaliar e adequar o consumo de nutrientes às suas necessidades individuais.

Escrito por: Larissa Martinelli (@larimartinelli)